Mostrando postagens com marcador sobremesa para engordar feliz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sobremesa para engordar feliz. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de setembro de 2010

Palha italiana

Essa receita é ideal tanto para quem está com preguiça de fazer um doce, quanto para quem está com preguiça de escrever no blog.

311208_0031

Deliciosa e fotogênica, a palha italiana é facilmente preparada com um pacote pequeno de bolacha Maria quebrada grosseiramente em pedaços médios e pequenos – quebre sem muita preocupação, só não as deixe esfarelar demais. Espalhe-as sobre uma assadeira retangular, não muito alta.

Numa panela, prepare um brigadeiro com uma lata de leite condensado, duas colheres de manteiga e três colheres de chocolate em pó. Dispense os achocolatados que contém açúcar e adoçam demais.

Cozinhe a mistura em fogo baixo, mexendo sempre com um fouet, até dar o ponto de negrinho. Misture bem com a bolacha, apertando aqui e ali para que todos os pedaços fiquem bem cobertos e numa altura regular.

Deixe esfriar e corte em quadradinhos.

sábado, 15 de maio de 2010

Sobremesa fácil de frutas vermelhas

Cerejas descaroçadas, mirtilos e amoras frescas fazem qualquer post valer a pena. Depois de lavados e admirados (nossa, são lindos, cheirosos e fotogênicos), prepare-os como essa geleia e deixe esfriar.



Na hora de servir, coloque um punhado de pão-de-ló numa tigela de sobremesa. Sobre ele, sirva pedaços de merengue assados: gostos de comprar os discos de merengue para tortas, pois costumam ser mais frescos e crocantes. Prepare-se, então, para uma última camada de sorvete de creme, seguido pela cobertura de frutas vermelhas.



Coma devagar!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Suflê de chocolate

O frio já está começando a dar as caras por aqui. Mesmo tímido, foi o suficiente para me fazer lembrar desta sobremesa que tem tudo a ver com outono. Deliciosa, ela faz de conta que é complicada só para nos encher de orgulho. Aproveite e minta, diga que ralou horas para prepará-la, exija beijo na mão, tapete vermelho e lágrimas nos olhos de cada um dos convivas. Acredite, eles vão retribuir.



Para prepará-la, derreta em banho maria ou no microondas uma barra de chocolate meio amargo e um terço de uma barra de chocolate ao leite. Deixe esfriar um pouco, mas sem endurecer.

Bata três gemas de ovos com seis colheres de açúcar. Assim que espumar, acrescente uma xícara de creme de leite fresco e bata mais um pouco. Misture o chololate derretido, três colheres de sopa de farinha e, por último, misture três claras batidas em neve.

Disponha a massa em ramequins untados com manteiga. Para que o suflê cresça melhor e mais bonito, passe uma faca nas laterais da forma antes de colocá-lo no forno. Asse por 20 a 30 minutos (faça o teste do palito: ele deverá sair úmido, com alguma resistência).

Está pronto. Coma logo antes que murche!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bolo delícia de chocolate

Semana passada o marido comemorou a passagem de mais um aninho. Generoso que é, permitiu-me enlouquecer no cardápio sem fazer quaisquer interferências. Em troca, pediu só um bolo de chocolate com cobertura: "nada de ganache, nada de morangos, nada de merengue. Por favor, eu só quero chocolate com cobertura de negrinho", implorou. Dá para recusar?

Fiz o bolo com o que acredito ser a melhor proporção de ingredientes para deixar a massa com o interior macio e as bordas crocantes. Comecei com uma xícara de manteiga mole batida com a mesma medida de açúcar. Assim que incorporou, acrescentei dois ovos, um de cada vez, sem parar de bater. Logo que a mistura foi ficando fofa, despejei meia xícara de creme de leite fresco e três colheres de sopa de leite.


Depois de misturado, desliguei a batedeira e acrescentei uma xícara de farinha de trigo peneirada, uma colher de sobremesa de fermento químico e uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Por último, 3/4 de xícara de chocolate em pó sem açúcar. Se fores fazer este bolo, não perca seu tempo com achocolatados.

Bati mais um pouco e coloquei a massa numa forma untada e enfarinhada por cerca de 40 minutos no forno moderado e usei o truque do palito antes de desligar o forno. Gosto de assar bolo em calor brando para que ele cresça igualmente por todos os lados.

A cobertura foi feita com duas latas de leite condensado, a mesma medida de leite (usei semidesnatado), duas colheres bem generosas de manteiga e meia xícara de chocolate em pó. Cozinhei em fogo baixo mexendo sempre com um fouet por cerca de 20 minutos, até ficar no ponto de cobertura. Obs: quando sentires que o braço está praticamente descolado do ombro, ainda falta um pouco para ficar pronto. Sim, sei que é cansativo, mas tenha fé que vale a pena.

Espere a cobertura esfriar um tanto e cubra o bolo com porções generosas. Usei um bico para decorar e foi um sucesso.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Torta de Maracujá do Fred

Quem trouxe esta receita para casa foi o Frederico. Ainda pequeno, foi o souvenir anotadinho depois de uns dias de férias passados com minha irmã há alguns anos. Além de abraçar, beijar, afofar e beliscar, achei que era o melhor jeitinho de demonstrar minha saudade e recebê-lo depois de uma semana na praia com os amigos.


Preparei a massa com um pacote de bolacha Maria triturado e misturado a 150g de manteiga amolecida. Apertei esta mistura contra o fundo e as laterais de uma forma com aro removível e por cima salpiquei uma barra de chocolate meio amargo picadíssima.

O recheio foi preparado no liquidificador, misturando uma lata de leite condensado, a mesma medida de suco de maracujá concentrado, uma lata de creme de leite e um envelope de gelatina sem sabor já dissolvida conforme as instruções da embalagem. Bati, larguei dentro da forma e deixei gelando por umas oito horas ou até endurecer.


Para enfeitar e dar aquele azedinho bom, coloquei a polpa de um maracujá por cima de tudo. O filhote comeu tudo!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sagú de leite da sogra

Mesmo sabendo que conselho bom não se dá, vou ignorar a sabedoria popular, abrir o meu consultório e alertar às moças e rapazes casadoiros: receita de sogra não se repete. Se você for bobo para fazer, não pergunte ao companheiro se ficou bom e não tente competir com uma memória de infância.

Conto isso porque um dos sabores mais preciosos guardado pelo marido é o sagú de leite. Para quem não sabe, sagú são bolinhas de tapioca (farinha de mandioca) que são cozidas até formar um creme espesso. É muitíssimo popular na região em que moramos e quase sempre é cozido numa calda de vinho tinto, suco de uva ou suco de laranja (este último, mais raramente).

Qual não foi minha surpresa quando fui apresentada ao sagú de leite. Fiquei pasma, mais ainda quando percebi a surpresa do marido com o meu desconhecimento: como assim? Nunca comeste sagú de leite? Minha reação foi franzir a testa, olhar no fundo do olho e perguntar: amoôor, tens certeza de que isso existe mesmo?

Sim, claro que existe, vim a descobrir. É uma das especialidades da minha sogra e foi acrescida ao cardápio da família pelas mãos do Álcio, que, sem paciência de esperar a iniciativa materna e desiludido com minhas negativas em fazer a iguaria, começou a prepará-la e se saiu muito bem na brincadeira.


A receita pede uma xícara de sagú que deve ser deixado de molho em água por cerca de uma hora. Depois desse período, escorra-o e transfira-o para uma panela grande com duas xícaras de leite semidesnatado e uma colher de sobremesa de cravos da índia.

Quando começar a ferver, acrescente cerca de meia xícara de açúcar. Coloque devagar e vá experimentando até acertar o sabor. Deixe cozinhar na fervura em fogo baixo até as bolinhas ficarem macias. Fique de olho, mexendo sempre para o açúcar não queimar demais no fundo da panela (um pouquinho fica ótimo - acreditem) e para que as bolinhas não desmanchem. Se engrossar demais, acrescente um pouco mais de leite.

Sirva morno com canela em pó.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Victoria sponge à minha maneira

A receita saiu direto do livro How to be a domestic goddess da Nigella, mas eu insisto em dizer que é o bolo da rainha...

A massa veio atender meu desejo de fazer um pão-de-ló perfeito. Já havia tentado algumas receitas e posso até dizer que todas deram certo: algumas eram boas, outras realmente ótimas, mas nenhuma era exatamente o que eu esperava. Bem, tudo mudou com ele.

Na primeira vez, usamos medidas normais (uma xícara, colheres rasas etc), o bolo ficou fantástico, mas pequeno. Mais tarde lembrei que tínhamos que usar as medidas tamanho Nigella e a xícara virou uma tigelinha - Uh, lá, lá.


Na bacia da batedeira, coloquei a xicrona de manteiga amolecida (não se assuste, mas chegou perto de 200g) e bati com a mesma medida de açúcar até formar um creme claro: usei açúcar de baunilha preparado em casa e não coloquei o extrato solicitado na receita original.

Separei uma xícara (leia sempre tigelinha, ok?) e 1/3 de farinha de trigo e duas colheres de chá de fermento químico bem misturadinhos. Na massa de manteiga e açúcar, coloquei cinco ovos, um de cada vez. A cada adição, acrescentei uma colher de sopa de farinha e bati mais um tantinho a mistura. Concluído o processo, coloquei o restante da farinha, duas colheres de sopa de maizena e três colheres de sopa de leite, só para amaciar um pouco.

O bolo da rainha pede muitas berries que recheiam o pão-de-ló em formato de torta. Mas resolvi atender minha minha rebeldia e assei a mistura por cerca de 30 minutos numa forma de anel redonda, muito bem untada e enfarinhada. Para enfeitar o miolo, bati uma xícara de creme de leite fresco com três colheres rasas de açúcar de confeiteiro até o ponto de chantilly. Misturei com amoras frescas e servi geladinho.

No dia seguinte fica ainda melhor.

Em tempo: para ter sempre açúcar de baunilha em casa, coloque uma ou duas favas (podem ser encontradas em delicatesses) num pote bem fechado com um quilo de açúcar e deixe alguns dias para aromatizar. Vá repondo o açúcar na medida em que você o utiliza.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bolo-mousse de tangerina

Enquanto a saboreava, pensava: será um bolo? será uma mousse? Como não estava a fim de controvérsia (ainda mais comigo mesma), apelidei esta sobremesa de bolo-mousse de tangerina.


Inacreditavelmente gostosa, ela exige seis tangerinas daquelas bem azedinhas. Descasque três delas, tire toda a pele, os fiapos brancos (que deixam um gosto amargo depois de cozido) e os caroços. Bata-as no liquidificador e acrescente três gemas de ovos, uma xícara de açúcar, uma colher de sobremesa com fermento químico, uma xícara rasa de farinha (quer precisão? calcule 7/8) e 80 gramas de manteiga.

Bata três claras em neve e, na mesma bacia, misture-as cuidadosamente com o conteúdo acima. Unte uma forma baixa (aqui embaixo tem a foto de uma versão nos meus novíssimos ramequins que ficaram igualmente deliciosas) e coloque para assar no forno médio por uns 40 minutos. A massa deve ficar levemente molhadinha: queremos um palito úmido no final.


Enquanto o bolo-mousse está assando, pegue as três tangerinas que sobraram, descasque e coloque tudo no liquidificador. Dessa vez, não precisa cuidados especiais. Penere todo o bagaço (fiapos e coroços) e guarde apenas o suco.

Numa caneca, misture o suco com meia xícara de açúcar e esquente em fogo baixo até formar uma calda. Não deixe ferver. Despeje esta calda sobre o bolo já assado, mas ainda quente e enformado. Deixe-o absorver todo o líquido. Se achar que está demorando muito, faça furinhos com um garfo para ajudar. Desenforme depois. Coma quente ou gelado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Filhoses no forno

Enquanto Manuela preparava pãezinhos de queijo mineiríssimos, filhoses no forno foi a receita que elegi para participar do Intercâmbio Culinário. A brincadeira funciona assim: uma blogueira portuguesa e outra brasileira trocam receitas típicas de seus países, as preparam e as postam em data agendada. Tudo mediado por este blog aqui.

Sou uma cozinheira de sorte e ganhei uma parceira queridíssima que me ensinou os segredos das filhoses, docinhos típicos da ilha Terceira onde ela vive. Delicada, a massa lembrou-me um pouco as carolinas (ou profiteroles, se preferires a versão francesa).


O recheio, nossa, o recheio fez-me sentir uma chef pâtissier e por isso, vou começar por ele: numa panela, desmanchei duas colheres de sopa de maizena, com 500 ml de leite. Nessa mistura, coloquei um ovo inteiro e cinco gemas (congelei as claras restantes e usei depois para um suflê), 250g (sem balança, calculei que daria uma xícara e meia) de açúcar e a raspa da casca de um limão (usei limão siciliano, tomando todo o cuidado para não deixar a amarga parte branca da casca cair na mistura). Liguei o fogo bem baixinho e deixei cozinhar até o ponto de mingau, mexendo e experimentando sem parar.

A massa foi preparada batendo cinco ovos inteiros até ficarem bem fofinhos. Com uma colher, misturei aos poucos 250g de farinha, uma colher de fermento químico e uma pitada de sal. Em seguida, fui misturando devagar uma xícara de água e a mesma medida de leite até ficar uma massa homogênea e de textura líquida.

Seguindo a dica da Manuela, deixei o forno bem quente e coloquei a massa para assar em forminhas untadas e enfarinhadas. Elas crescem tanto que ficam ocas e são então recheadas com o creminho que já expliquei ali em cima.


Para rechear, abri uma tampinha bem discreta nos bolinhos, enchi um saco plástico com o creme, cortei uma de suas pontas e, devagar, fui espremendo o conteúdo lá dentro.

Depois, mal tive tempo de esperar esfriar antes de comê-las.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pineapple sponge cake

Este bolo entra na categoria comidinhas de quitanda com nomes importados. Sim, não se impressione com a titulação, é só um bolo de abacaxi. Mas, cá entre nós, que abacaxi...


Para prepará-lo, é preciso untar uma forma redonda com bastante manteiga, descascar e cortar a fruta bem docinha em fatias. Use-as para cobrir o fundo da forma e deixe esperando num canto.

Numa vasilha, bata três gemas com uma xícara de açúcar. Assim que a mistura ficar cremosa, coloque cerca de 80g de manteiga em temperatura ambiente. Depois de bater um pouco, despeje mais uma xícara de suco concentrado de abacaxi, a mesma medida bem cheia de farinha de trigo (deixe um morrinho, sabe?) e uma colher de chá de fermento químico.

As três claras que sobraram são batidas até o ponto de neve e depois misturadas à massa preparada no parágrafo anterior. Asse em formo moderado por cerca de quarenta minutos até o palito sair seco.

Enquanto isso, despeje numa panela uma lata de leite condensado, a mesma medida de suco concentrado de abacaxi e duas colheres de manteiga. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sem parar (recomendo usar um fouet). Ela estará no ponto 10 a 15 minutos depois de começar a ferver (é um ponto de cobertura, não muito duro, nem mole demais).

Use uma faca de pão para dividir ao meio o bolo já frio (eles quebram com facilidade quando estão quentes) e recheie com o leite condensado. Cubra com a metade do bolo que tem os abacaxis.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Crumble de maçã

Logo que comecei a brincar por aqui, passei também a frequentar outros blogs de culinária. Um dos que primeiro me encantou foi o da Filipa. Sempre gentil e educada, ela é um talento na cozinha, com receitas criativas e sofisticadas.

Esta aqui foi a primeira que copiei, com algumas adaptações. Já faz um bom tempo e eu achei que não a publicaria, pois afinal ela contava com uma versão definitiva em outro blog. Recentemente, no entanto, comecei a me dar conta que também tenho leitores e talvez um ou dois deles não tenham visto este crumble de maçã.


Preparei-o descascando e cortando duas maçãs em fatias finas. Despejei-as numa assadeira e joguei algumas colheradas de geleia de uva por cima, espalhando bem. Cobri tudo com uma mistura preparada com 150g de farinha, 80g de manteiga e 100g de açúcar misturados grosseiramente com as mãos até "enfarofarem", se é que você me entende. Deixei no forno médio por 20 minutos e servi ainda quente.

A receita original ainda leva peras e chocolate e você pode conferir aqui.

domingo, 7 de setembro de 2008

Torta alla gianduia

Encontrei uma aliada no meu objetivo de me transformar numa rainha do lar. Ganhei dos guris (segundas intenções?) o livro How to be a domestic goddess, da Nigella Lawson. Receitas de bolos, pães, massas e sobremesas capazes de fazer o faquir mais disciplinado soluçar no cantinho da cozinha...

O capítulo Chocolate, naturalmente, foi o primeiro a ser lido e relido com voracidade. O Frederico sentou-se ao meu lado e escolheu a receita a ser preparada. Acertou em cheio: a torta é linda, molhadinha, quase uma mousse. É fácil de fazer, mas cobra o seu preço na maior relação caloria/grama da história da gastronomia. Ainda assim, vale cada garfadinha.


Não se assuste, mas você vai precisar de 400g ou 1 copo e meio de Nutella (aquele creme de chocolate com avelã que comíamos escondido de nossas mães), 1/2 copo de manteiga sem sal na temperatura ambiente, seis gemas grandes, 50g de chocolate meio amargo derretido e uma pitada de licor de chocolate. Bata tudo numa batedeira.

Numa outra tigela, bata seis claras em neve e misture gentilmente no creme de chocolate. Despeje a massa numa forma untada com manteiga na lateral e papel encerado no fundo e leve ao forno baixo por cerca de 40 minutos. Espere esfriar um pouco para desenformar.

Nesse meio tempo, duas xícaras de avelãs inteiras (comprei descascadas) precisam ser assadas no forno por alguns minutos, sempre abrindo e sacudindo a assadeira para não queimar. Depois, esfregue aos punhados na palma da mão para tirar a pele. O processo é chato e demorado e só não me levou à loucura porque a torta era uma encomenda do meu filho.

A cobertura é feita com cerca de 50g de chocolate meio amargo derretido, 1/2 copo de creme de leite e uma lambidinha, digamos assim, de licor de chocolate. Misture tudo e espalhe sobre o bolo. Com a mistura ainda quente, despeje as avelãs por cima.


Bom proveito!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Simple chocolate muffins

Estes muffins foram o resultado de mais uma incursão com as minhas forminhas de cup cakes ainda relativamente novas. Como adoro esse formato, eu as tenho usado para assar praticamente tudo, nem sempre adequando o uso com muita propriedade. Mas não posso falar isso destes muffins de chocolate, pois são eles que dão sentido à existência das pequenas fôrmas.


Não posso ser classificada como chocólatra. Sou, digamos assim, uma apreciadora contumaz. Defendo a tese de que chocolate é bom com mais chocolate. Seguindo esta lógica, abomino misturinhas com frutas, cremes ou quaisquer coisas (mesmo que deliciosas em outras circunstâncias) que não se enquadrem neste perfil.

Meus muffins são assim e foram preparados com 3 ovos batidos, onde acresci 3/4 de xícara de açúcar, duas de nata e ainda três colheres de manteiga. Depois de bater bem, despejei uma barra (daquelas de 200g) de chocolate ao leite e 2/3 de chocolate meio amargo bem derretidas e homogêneas. Nessa massa, acrescentei uma xícara e meia de farinha e duas colheres de fermento químico.


Distribuí o conteúdo nas forminhas com papelotes e assei até o palito sair seco. Por fora, uma casquinha ligeiramente crocante. Por dentro, maciez, umidade e um sabor de chocolate que derrete na boca. Nós três comemos toda a fornada em poucos minutos. Sucesso total!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pudim de boa moça

Muito mais metida do que realmente habilidosa, encontrei na culinária uma brincadeira que me proporciona muito prazer e algumas possibilidades de enganar as pessoas. Com o tempo, se não descobri como cozinhar melhor, aprendi a escolher bem alguns ingredientes e a dar nomes estranhos aos pratos: esta é a alma do negócio. Ainda assim, minha falta de cultura gastronômica aparece com abundância naquilo que não sei fazer. Pudim de leite condensado era uma delas.

Se você mora em outro planeta, vou explicar. Sou mãe de família brasileira. O pudim é sobremesa domingueira por excelência, o doce mais tradicional, aquele cuja receita está incluída no dote da boa moça de família. Resolvi tentar fazê-lo pela primeira vez há mais ou menos uma semana. Liguei para a Ana, anotei a receita e fui para a cozinha. O resultado foi tão bom que - só para ter certeza - fiz mais duas vezes desde então.


No liquidificador, misturei uma lata de leite condensado, a mesma medida de leite e seis ovos (dá para fazer com menos, mas eu é que não vou arriscar!). Como não tenho forma própria, usei a de fazer bolo - aquela com com furo no meio.

Caramelizei a forma, despejando quatro ou cinco colheres de sopa de açúcar e colocando-a sobre a chama do fogão. Fui girando para o açúcar não queimar e derreter uniformemente, espalhando-o por toda a forma. Pronto. Deixei no forno quente em banho-maria coberto com papel alumínio por uma hora.


Para desenformar, é necessário que o pudim já esteja frio. Paradoxalmente, o caramelo precisa ser derretido na chama do fogão. Dê uma batidinha e pronto. Já pode casar!

sábado, 19 de julho de 2008

Supremo de Bananas

Hoje acordei com vontade de ter um Supremo. Pensei com meus botões "que maravilhoso País é este, que permite a qualquer cidadão de boa vontade ter um desses só pra si". Achei que devia homenageá-lo - o País - com um Supremo de bananas. Claro, idéia fantástica, afinal nós temos bananas...

Abri meus velhotes livros atrás da receita rasgada. O nome do prato era outro, mas como eu queria mesmo um Supremo, roubei a idéia de um habeas culinarius e mudei o seu nome. O argumento é cristalino e irrefutável, acrescentei alguns dos mais utilizados ingredientes da tradição tupiniquim: o jeitinho e a cara-de-pau.


Você entende. O livro pedia que eu batesse quatro bananas amassadas, uma gema, três colheres de óleo, 1/2 xícara de açúcar e a mesma medida de iogurte. Como eu não tinha iogurte, dei um jeitinho (ahá) e misturei algumas colheres de nata com outras de leite. Ficou estranho, mas tudo bem, eu não ia servi-lo no banquete da Polícia Federal mesmo.

Já estava no meio do caminho, quando percebi que não tinha óleo. Para substitui-lo, coloquei mais um pouquinho de nata. A farinha, bem, aquela xícara de farinha deveria ter sido peneirada. Mas já que ninguém faz isso, porque eu deveria? Joguei tudo na tigela. Junto, foram as três claras que precisavam ser batidas em neve, mas não foram. Bem, quem iria descobrir, não é mesmo?

Depois de pronta a mistura, fiz uma farofinha doce misturando açúcar, margarina (bobagem usar manteiga) e farinha. Coloquei tudo em forminhas que não foram untadas. Usei aquelas de papel mesmo. Depois, quando comer, eu dou um jeito de desgrudar...

Ah, não pense que eu me descuidei com o acabamento. A farofa foi cuidadosamente despejada sobre cada um dos supremos. Os bananas, digo, as frutas, foram fatiadas e dispostas felizes sobre cada um dos quitutes. Finalmente, para manter a tradição e homenagear os veneráveis, foi preciso comer tudo sozinha.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Bolo de queijo com doce de leite

Se você é um dos três leitores atentos deste blog, é possível que tenha se perguntado (hahaha) o que foi que eu fiz com o meio pote de iogurte que sobrou depois de fazer o nhoque ao pesto abaixo. Respondo: usei-o para preparar este fantástico, maravilhoso, insofismável bolo de queijo que deu muito certo.


Foi minha primeira vez. Enquanto o fazia, imaginei que o comeria sozinha, pois jamais esperava qualquer repercusssão doméstica sobre a receita. A verdade é que os meninos o devoraram com rapidez olímpica. Naturalmente que não os deixei sozinhos na tarefa.

O bolo foi preparado com dois ovos batidos, três generosas colheres de manteiga e uma tigela pequena de açúcar. Acrescentei a mesma porção de farinha e um pote e meio de iogurte batido com cerca de 100 gramas de queijo de minas. Coloquei ainda uma colher de sobremesa de fermento químico, despejei a mistura numa forma untada e enfarinhada e assei até o palito sair seco.

Nós comemos com doce de leite. Sou obrigada a confessar que apesar de delicioso, ele fez pouca diferença no resultado final. Espero que você não se sinta enganado, mas só o citei por aqui para aumentar o número de acessos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

É pavê ou pá cumê?

Ok, ok, a piada é mesmo infame, mas, cá entre nós, irrestível. Mesmo sabendo do reflexo negativo que isto tem na minha imagem pessoal (hahaha), eu sempre grito (É pavê ou pá cumê) toda vez que alguém serve esta sobremesa.


Fiz este pavê duas vezes. Na primeira delas, segui a risca a versão descrita aqui e o resultado, apesar de satisfatório, gerou-me uma pequena frustração. Explico: sou uma mulher de tortas. Cresci comendo todas as versões possíveis e o pavê, mesmo delicioso, ocupa um espaço de "doce menor" (quase dietético) no meu imaginário de glutona.

Na segunda tentativa, optei por transformar o pavê em torta de mentirinha e aproveitei para corrigir alguns ingredientes. O resultado, sem falsa modéstia, foi fenomenal!


A base, fiz no processador com 2/3 de um pacote de bolacha Maria, 80g de manteiga e duas doses de licor de cacau. No creme de chocolate, misturei as versões ao leite e meio amargo, rebelando-me com a receita original. Mantive-me fiel às demais instruções, com um detalhe apenas: fiz tudo numa forma de abrir.

Chamo atenção para o creme de leite condensado. Mexi com um fouet durante todo o cozimento. Ficou divino, o braço doeu depois, mas não me impediu de levantar a colher. Várias vezes.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Terapia de doce de leite

Doce de leite é melhor que prozac, melhor que terapia e melhor que massagem.

Ainda morninho, ele põe fim à toda e qualquer deprê, enche o nosso sangue de glicose, nos deixa prontos para qualquer desafio. Brigou com o namorado(a)? Coma doce de leite. Problemas no trabalho? Misture-o com bolacha Maria. Esqueça você também os quilinhos a mais com uma boa porção de doce leite.

Como os feitos em casa são muito mais gostosos, pegue uma lata de leite condensado e deixe ferver (sim, fechada mesmo) durante 40 minutos numa panela de pressão.

Parece mágica: quando você abrir, o leite condensado sumiu, dando lugar a uma maravilhosa porção de... doce de leite.


Acompanhe com mussarela de búfala (aposto que você estava pensando que era um ovo, né?)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O suflê não espera ninguém

Eu simplesmente adoro suflê. Aprendi uma base salgada há quase 20 anos e desde então repriso versões de vários tipos. Algumas ótimas, outras nem tanto. Mas além de me conquistar pela boca, o suflê me cativou pelo mito. Em algum momento, em algum lugar, algum chef de cuisine conseguiu fazer todo mundo acreditar que suflê era difícil de fazer. Eu, que não sou boba nem nada, me aproveito dessa dessa fama e faço de conta que tenho um talento extraordinário para a coisa, capisce?

Bem, é verdade que ele tem um segredo. Minto, são dois. O primeiro deles é bater a clara em neve. Se fizeres isso bem feito, a receita está garantida. O outro segredinho aprendi com minha mãe e, confesso, depende do seu domínio sobre os comensais: o suflê não espera por ninguém. Quem quiser comer que sente à mesa e o espere chegar.

Aqui em casa todo mundo está sempre fazendo alguma coisa. Eu grito "tá na mesa!" e os guris vêm correndo. Mas isso às vezes leva alguns minutos. E esses minutos são o suficiente para o suflê murchar.

Isso acabou quando descobri esta receita de suflê de doce de leite: é uma sobremesa e todo mundo já está sentado quando sirvo. Olha que beleza:


Para comer esta gostosura, faça um mingau de maizena muito duro, tipo cimento, ok? Acrescente um copo americano de doce de leite e duas colheres de café de fermento químico. Em seguida, misture as claras em neve (não faça economia, use no mínimo quatro ovos para prepará-la), despeje numa forma untada e asse no forno em temperatura média até ficar cheio e douradinho. Tire do forno e sirva correndo.