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sábado, 18 de setembro de 2010

Palha italiana

Essa receita é ideal tanto para quem está com preguiça de fazer um doce, quanto para quem está com preguiça de escrever no blog.

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Deliciosa e fotogênica, a palha italiana é facilmente preparada com um pacote pequeno de bolacha Maria quebrada grosseiramente em pedaços médios e pequenos – quebre sem muita preocupação, só não as deixe esfarelar demais. Espalhe-as sobre uma assadeira retangular, não muito alta.

Numa panela, prepare um brigadeiro com uma lata de leite condensado, duas colheres de manteiga e três colheres de chocolate em pó. Dispense os achocolatados que contém açúcar e adoçam demais.

Cozinhe a mistura em fogo baixo, mexendo sempre com um fouet, até dar o ponto de negrinho. Misture bem com a bolacha, apertando aqui e ali para que todos os pedaços fiquem bem cobertos e numa altura regular.

Deixe esfriar e corte em quadradinhos.

sábado, 15 de maio de 2010

Sobremesa fácil de frutas vermelhas

Cerejas descaroçadas, mirtilos e amoras frescas fazem qualquer post valer a pena. Depois de lavados e admirados (nossa, são lindos, cheirosos e fotogênicos), prepare-os como essa geleia e deixe esfriar.



Na hora de servir, coloque um punhado de pão-de-ló numa tigela de sobremesa. Sobre ele, sirva pedaços de merengue assados: gostos de comprar os discos de merengue para tortas, pois costumam ser mais frescos e crocantes. Prepare-se, então, para uma última camada de sorvete de creme, seguido pela cobertura de frutas vermelhas.



Coma devagar!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bolo delícia de chocolate

Semana passada o marido comemorou a passagem de mais um aninho. Generoso que é, permitiu-me enlouquecer no cardápio sem fazer quaisquer interferências. Em troca, pediu só um bolo de chocolate com cobertura: "nada de ganache, nada de morangos, nada de merengue. Por favor, eu só quero chocolate com cobertura de negrinho", implorou. Dá para recusar?

Fiz o bolo com o que acredito ser a melhor proporção de ingredientes para deixar a massa com o interior macio e as bordas crocantes. Comecei com uma xícara de manteiga mole batida com a mesma medida de açúcar. Assim que incorporou, acrescentei dois ovos, um de cada vez, sem parar de bater. Logo que a mistura foi ficando fofa, despejei meia xícara de creme de leite fresco e três colheres de sopa de leite.


Depois de misturado, desliguei a batedeira e acrescentei uma xícara de farinha de trigo peneirada, uma colher de sobremesa de fermento químico e uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Por último, 3/4 de xícara de chocolate em pó sem açúcar. Se fores fazer este bolo, não perca seu tempo com achocolatados.

Bati mais um pouco e coloquei a massa numa forma untada e enfarinhada por cerca de 40 minutos no forno moderado e usei o truque do palito antes de desligar o forno. Gosto de assar bolo em calor brando para que ele cresça igualmente por todos os lados.

A cobertura foi feita com duas latas de leite condensado, a mesma medida de leite (usei semidesnatado), duas colheres bem generosas de manteiga e meia xícara de chocolate em pó. Cozinhei em fogo baixo mexendo sempre com um fouet por cerca de 20 minutos, até ficar no ponto de cobertura. Obs: quando sentires que o braço está praticamente descolado do ombro, ainda falta um pouco para ficar pronto. Sim, sei que é cansativo, mas tenha fé que vale a pena.

Espere a cobertura esfriar um tanto e cubra o bolo com porções generosas. Usei um bico para decorar e foi um sucesso.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Torta de Maracujá do Fred

Quem trouxe esta receita para casa foi o Frederico. Ainda pequeno, foi o souvenir anotadinho depois de uns dias de férias passados com minha irmã há alguns anos. Além de abraçar, beijar, afofar e beliscar, achei que era o melhor jeitinho de demonstrar minha saudade e recebê-lo depois de uma semana na praia com os amigos.


Preparei a massa com um pacote de bolacha Maria triturado e misturado a 150g de manteiga amolecida. Apertei esta mistura contra o fundo e as laterais de uma forma com aro removível e por cima salpiquei uma barra de chocolate meio amargo picadíssima.

O recheio foi preparado no liquidificador, misturando uma lata de leite condensado, a mesma medida de suco de maracujá concentrado, uma lata de creme de leite e um envelope de gelatina sem sabor já dissolvida conforme as instruções da embalagem. Bati, larguei dentro da forma e deixei gelando por umas oito horas ou até endurecer.


Para enfeitar e dar aquele azedinho bom, coloquei a polpa de um maracujá por cima de tudo. O filhote comeu tudo!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Moranguinhos na panela

Se você mora aqui pelo Sul e ainda não comprou a cota que lhe cabe, corra para aproveitar. Sim estou falando dos morangos: estamos no finalzinho da melhor safra dos últimos anos. Se você os quer doces e saborosos, afaste-se das opções de supermercado. Compre os orgânicos na sua feirinha, no mercado, quem sabe até no armazém da esquina: são menores, mais doces e prometem não conter agrotóxicos. Ainda assim, só para garantir, os deixo de molho numa bacia por uns 30 minutos, trocando a água de vez em quando.

Gosto de comê-los puros e o Fre adora com leite condensado. Mas se você quiser comprar uma caixa de 1kg, pode usar o excedente para preparar uma geléia como esta aqui. Fácil e rápida de fazer, combina com sorvete, biscoitinho, bolo e pãozinho. Se tiveres coragem, combina também com carnes. Além de tudo, fazer geléia impressiona. Embora seja mais fácil que fritar um ovo, parece até uma receita de quem sabe o que está fazendo na cozinha.



Limpe cerca de 200g de morangos sem os partir. Coloque numa panela pequena e cubra com água. Acrescente cerca de duas colheres de sopa de açúcar (ou mais, se gostares bem docinho) e uma dose de cachaça. Deixe ferver mexendo de vez em quando até engrossar e ficar em ponto de geléia. Está pronto!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Victoria sponge à minha maneira

A receita saiu direto do livro How to be a domestic goddess da Nigella, mas eu insisto em dizer que é o bolo da rainha...

A massa veio atender meu desejo de fazer um pão-de-ló perfeito. Já havia tentado algumas receitas e posso até dizer que todas deram certo: algumas eram boas, outras realmente ótimas, mas nenhuma era exatamente o que eu esperava. Bem, tudo mudou com ele.

Na primeira vez, usamos medidas normais (uma xícara, colheres rasas etc), o bolo ficou fantástico, mas pequeno. Mais tarde lembrei que tínhamos que usar as medidas tamanho Nigella e a xícara virou uma tigelinha - Uh, lá, lá.


Na bacia da batedeira, coloquei a xicrona de manteiga amolecida (não se assuste, mas chegou perto de 200g) e bati com a mesma medida de açúcar até formar um creme claro: usei açúcar de baunilha preparado em casa e não coloquei o extrato solicitado na receita original.

Separei uma xícara (leia sempre tigelinha, ok?) e 1/3 de farinha de trigo e duas colheres de chá de fermento químico bem misturadinhos. Na massa de manteiga e açúcar, coloquei cinco ovos, um de cada vez. A cada adição, acrescentei uma colher de sopa de farinha e bati mais um tantinho a mistura. Concluído o processo, coloquei o restante da farinha, duas colheres de sopa de maizena e três colheres de sopa de leite, só para amaciar um pouco.

O bolo da rainha pede muitas berries que recheiam o pão-de-ló em formato de torta. Mas resolvi atender minha minha rebeldia e assei a mistura por cerca de 30 minutos numa forma de anel redonda, muito bem untada e enfarinhada. Para enfeitar o miolo, bati uma xícara de creme de leite fresco com três colheres rasas de açúcar de confeiteiro até o ponto de chantilly. Misturei com amoras frescas e servi geladinho.

No dia seguinte fica ainda melhor.

Em tempo: para ter sempre açúcar de baunilha em casa, coloque uma ou duas favas (podem ser encontradas em delicatesses) num pote bem fechado com um quilo de açúcar e deixe alguns dias para aromatizar. Vá repondo o açúcar na medida em que você o utiliza.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bolo-mousse de tangerina

Enquanto a saboreava, pensava: será um bolo? será uma mousse? Como não estava a fim de controvérsia (ainda mais comigo mesma), apelidei esta sobremesa de bolo-mousse de tangerina.


Inacreditavelmente gostosa, ela exige seis tangerinas daquelas bem azedinhas. Descasque três delas, tire toda a pele, os fiapos brancos (que deixam um gosto amargo depois de cozido) e os caroços. Bata-as no liquidificador e acrescente três gemas de ovos, uma xícara de açúcar, uma colher de sobremesa com fermento químico, uma xícara rasa de farinha (quer precisão? calcule 7/8) e 80 gramas de manteiga.

Bata três claras em neve e, na mesma bacia, misture-as cuidadosamente com o conteúdo acima. Unte uma forma baixa (aqui embaixo tem a foto de uma versão nos meus novíssimos ramequins que ficaram igualmente deliciosas) e coloque para assar no forno médio por uns 40 minutos. A massa deve ficar levemente molhadinha: queremos um palito úmido no final.


Enquanto o bolo-mousse está assando, pegue as três tangerinas que sobraram, descasque e coloque tudo no liquidificador. Dessa vez, não precisa cuidados especiais. Penere todo o bagaço (fiapos e coroços) e guarde apenas o suco.

Numa caneca, misture o suco com meia xícara de açúcar e esquente em fogo baixo até formar uma calda. Não deixe ferver. Despeje esta calda sobre o bolo já assado, mas ainda quente e enformado. Deixe-o absorver todo o líquido. Se achar que está demorando muito, faça furinhos com um garfo para ajudar. Desenforme depois. Coma quente ou gelado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Filhoses no forno

Enquanto Manuela preparava pãezinhos de queijo mineiríssimos, filhoses no forno foi a receita que elegi para participar do Intercâmbio Culinário. A brincadeira funciona assim: uma blogueira portuguesa e outra brasileira trocam receitas típicas de seus países, as preparam e as postam em data agendada. Tudo mediado por este blog aqui.

Sou uma cozinheira de sorte e ganhei uma parceira queridíssima que me ensinou os segredos das filhoses, docinhos típicos da ilha Terceira onde ela vive. Delicada, a massa lembrou-me um pouco as carolinas (ou profiteroles, se preferires a versão francesa).


O recheio, nossa, o recheio fez-me sentir uma chef pâtissier e por isso, vou começar por ele: numa panela, desmanchei duas colheres de sopa de maizena, com 500 ml de leite. Nessa mistura, coloquei um ovo inteiro e cinco gemas (congelei as claras restantes e usei depois para um suflê), 250g (sem balança, calculei que daria uma xícara e meia) de açúcar e a raspa da casca de um limão (usei limão siciliano, tomando todo o cuidado para não deixar a amarga parte branca da casca cair na mistura). Liguei o fogo bem baixinho e deixei cozinhar até o ponto de mingau, mexendo e experimentando sem parar.

A massa foi preparada batendo cinco ovos inteiros até ficarem bem fofinhos. Com uma colher, misturei aos poucos 250g de farinha, uma colher de fermento químico e uma pitada de sal. Em seguida, fui misturando devagar uma xícara de água e a mesma medida de leite até ficar uma massa homogênea e de textura líquida.

Seguindo a dica da Manuela, deixei o forno bem quente e coloquei a massa para assar em forminhas untadas e enfarinhadas. Elas crescem tanto que ficam ocas e são então recheadas com o creminho que já expliquei ali em cima.


Para rechear, abri uma tampinha bem discreta nos bolinhos, enchi um saco plástico com o creme, cortei uma de suas pontas e, devagar, fui espremendo o conteúdo lá dentro.

Depois, mal tive tempo de esperar esfriar antes de comê-las.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pineapple sponge cake

Este bolo entra na categoria comidinhas de quitanda com nomes importados. Sim, não se impressione com a titulação, é só um bolo de abacaxi. Mas, cá entre nós, que abacaxi...


Para prepará-lo, é preciso untar uma forma redonda com bastante manteiga, descascar e cortar a fruta bem docinha em fatias. Use-as para cobrir o fundo da forma e deixe esperando num canto.

Numa vasilha, bata três gemas com uma xícara de açúcar. Assim que a mistura ficar cremosa, coloque cerca de 80g de manteiga em temperatura ambiente. Depois de bater um pouco, despeje mais uma xícara de suco concentrado de abacaxi, a mesma medida bem cheia de farinha de trigo (deixe um morrinho, sabe?) e uma colher de chá de fermento químico.

As três claras que sobraram são batidas até o ponto de neve e depois misturadas à massa preparada no parágrafo anterior. Asse em formo moderado por cerca de quarenta minutos até o palito sair seco.

Enquanto isso, despeje numa panela uma lata de leite condensado, a mesma medida de suco concentrado de abacaxi e duas colheres de manteiga. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sem parar (recomendo usar um fouet). Ela estará no ponto 10 a 15 minutos depois de começar a ferver (é um ponto de cobertura, não muito duro, nem mole demais).

Use uma faca de pão para dividir ao meio o bolo já frio (eles quebram com facilidade quando estão quentes) e recheie com o leite condensado. Cubra com a metade do bolo que tem os abacaxis.

domingo, 7 de setembro de 2008

Torta alla gianduia

Encontrei uma aliada no meu objetivo de me transformar numa rainha do lar. Ganhei dos guris (segundas intenções?) o livro How to be a domestic goddess, da Nigella Lawson. Receitas de bolos, pães, massas e sobremesas capazes de fazer o faquir mais disciplinado soluçar no cantinho da cozinha...

O capítulo Chocolate, naturalmente, foi o primeiro a ser lido e relido com voracidade. O Frederico sentou-se ao meu lado e escolheu a receita a ser preparada. Acertou em cheio: a torta é linda, molhadinha, quase uma mousse. É fácil de fazer, mas cobra o seu preço na maior relação caloria/grama da história da gastronomia. Ainda assim, vale cada garfadinha.


Não se assuste, mas você vai precisar de 400g ou 1 copo e meio de Nutella (aquele creme de chocolate com avelã que comíamos escondido de nossas mães), 1/2 copo de manteiga sem sal na temperatura ambiente, seis gemas grandes, 50g de chocolate meio amargo derretido e uma pitada de licor de chocolate. Bata tudo numa batedeira.

Numa outra tigela, bata seis claras em neve e misture gentilmente no creme de chocolate. Despeje a massa numa forma untada com manteiga na lateral e papel encerado no fundo e leve ao forno baixo por cerca de 40 minutos. Espere esfriar um pouco para desenformar.

Nesse meio tempo, duas xícaras de avelãs inteiras (comprei descascadas) precisam ser assadas no forno por alguns minutos, sempre abrindo e sacudindo a assadeira para não queimar. Depois, esfregue aos punhados na palma da mão para tirar a pele. O processo é chato e demorado e só não me levou à loucura porque a torta era uma encomenda do meu filho.

A cobertura é feita com cerca de 50g de chocolate meio amargo derretido, 1/2 copo de creme de leite e uma lambidinha, digamos assim, de licor de chocolate. Misture tudo e espalhe sobre o bolo. Com a mistura ainda quente, despeje as avelãs por cima.


Bom proveito!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Simple chocolate muffins

Estes muffins foram o resultado de mais uma incursão com as minhas forminhas de cup cakes ainda relativamente novas. Como adoro esse formato, eu as tenho usado para assar praticamente tudo, nem sempre adequando o uso com muita propriedade. Mas não posso falar isso destes muffins de chocolate, pois são eles que dão sentido à existência das pequenas fôrmas.


Não posso ser classificada como chocólatra. Sou, digamos assim, uma apreciadora contumaz. Defendo a tese de que chocolate é bom com mais chocolate. Seguindo esta lógica, abomino misturinhas com frutas, cremes ou quaisquer coisas (mesmo que deliciosas em outras circunstâncias) que não se enquadrem neste perfil.

Meus muffins são assim e foram preparados com 3 ovos batidos, onde acresci 3/4 de xícara de açúcar, duas de nata e ainda três colheres de manteiga. Depois de bater bem, despejei uma barra (daquelas de 200g) de chocolate ao leite e 2/3 de chocolate meio amargo bem derretidas e homogêneas. Nessa massa, acrescentei uma xícara e meia de farinha e duas colheres de fermento químico.


Distribuí o conteúdo nas forminhas com papelotes e assei até o palito sair seco. Por fora, uma casquinha ligeiramente crocante. Por dentro, maciez, umidade e um sabor de chocolate que derrete na boca. Nós três comemos toda a fornada em poucos minutos. Sucesso total!

sábado, 19 de julho de 2008

Supremo de Bananas

Hoje acordei com vontade de ter um Supremo. Pensei com meus botões "que maravilhoso País é este, que permite a qualquer cidadão de boa vontade ter um desses só pra si". Achei que devia homenageá-lo - o País - com um Supremo de bananas. Claro, idéia fantástica, afinal nós temos bananas...

Abri meus velhotes livros atrás da receita rasgada. O nome do prato era outro, mas como eu queria mesmo um Supremo, roubei a idéia de um habeas culinarius e mudei o seu nome. O argumento é cristalino e irrefutável, acrescentei alguns dos mais utilizados ingredientes da tradição tupiniquim: o jeitinho e a cara-de-pau.


Você entende. O livro pedia que eu batesse quatro bananas amassadas, uma gema, três colheres de óleo, 1/2 xícara de açúcar e a mesma medida de iogurte. Como eu não tinha iogurte, dei um jeitinho (ahá) e misturei algumas colheres de nata com outras de leite. Ficou estranho, mas tudo bem, eu não ia servi-lo no banquete da Polícia Federal mesmo.

Já estava no meio do caminho, quando percebi que não tinha óleo. Para substitui-lo, coloquei mais um pouquinho de nata. A farinha, bem, aquela xícara de farinha deveria ter sido peneirada. Mas já que ninguém faz isso, porque eu deveria? Joguei tudo na tigela. Junto, foram as três claras que precisavam ser batidas em neve, mas não foram. Bem, quem iria descobrir, não é mesmo?

Depois de pronta a mistura, fiz uma farofinha doce misturando açúcar, margarina (bobagem usar manteiga) e farinha. Coloquei tudo em forminhas que não foram untadas. Usei aquelas de papel mesmo. Depois, quando comer, eu dou um jeito de desgrudar...

Ah, não pense que eu me descuidei com o acabamento. A farofa foi cuidadosamente despejada sobre cada um dos supremos. Os bananas, digo, as frutas, foram fatiadas e dispostas felizes sobre cada um dos quitutes. Finalmente, para manter a tradição e homenagear os veneráveis, foi preciso comer tudo sozinha.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Bolo de queijo com doce de leite

Se você é um dos três leitores atentos deste blog, é possível que tenha se perguntado (hahaha) o que foi que eu fiz com o meio pote de iogurte que sobrou depois de fazer o nhoque ao pesto abaixo. Respondo: usei-o para preparar este fantástico, maravilhoso, insofismável bolo de queijo que deu muito certo.


Foi minha primeira vez. Enquanto o fazia, imaginei que o comeria sozinha, pois jamais esperava qualquer repercusssão doméstica sobre a receita. A verdade é que os meninos o devoraram com rapidez olímpica. Naturalmente que não os deixei sozinhos na tarefa.

O bolo foi preparado com dois ovos batidos, três generosas colheres de manteiga e uma tigela pequena de açúcar. Acrescentei a mesma porção de farinha e um pote e meio de iogurte batido com cerca de 100 gramas de queijo de minas. Coloquei ainda uma colher de sobremesa de fermento químico, despejei a mistura numa forma untada e enfarinhada e assei até o palito sair seco.

Nós comemos com doce de leite. Sou obrigada a confessar que apesar de delicioso, ele fez pouca diferença no resultado final. Espero que você não se sinta enganado, mas só o citei por aqui para aumentar o número de acessos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

É pavê ou pá cumê?

Ok, ok, a piada é mesmo infame, mas, cá entre nós, irrestível. Mesmo sabendo do reflexo negativo que isto tem na minha imagem pessoal (hahaha), eu sempre grito (É pavê ou pá cumê) toda vez que alguém serve esta sobremesa.


Fiz este pavê duas vezes. Na primeira delas, segui a risca a versão descrita aqui e o resultado, apesar de satisfatório, gerou-me uma pequena frustração. Explico: sou uma mulher de tortas. Cresci comendo todas as versões possíveis e o pavê, mesmo delicioso, ocupa um espaço de "doce menor" (quase dietético) no meu imaginário de glutona.

Na segunda tentativa, optei por transformar o pavê em torta de mentirinha e aproveitei para corrigir alguns ingredientes. O resultado, sem falsa modéstia, foi fenomenal!


A base, fiz no processador com 2/3 de um pacote de bolacha Maria, 80g de manteiga e duas doses de licor de cacau. No creme de chocolate, misturei as versões ao leite e meio amargo, rebelando-me com a receita original. Mantive-me fiel às demais instruções, com um detalhe apenas: fiz tudo numa forma de abrir.

Chamo atenção para o creme de leite condensado. Mexi com um fouet durante todo o cozimento. Ficou divino, o braço doeu depois, mas não me impediu de levantar a colher. Várias vezes.

sábado, 24 de maio de 2008

Panquecas e amor de mãe

Absolutamente envolvida com alguma bobagem doméstica e/ou profissional, esqueci de comprar pão num desses finais de semana. O remorso me tomou por completo quando vi meu pequeno adolescente abrindo a geladeira e procurando seu lanchinho da manhã com ares de desolação.

Bem, culpa e amor materno já foram capazes de gerar receitas históricas. Acho, inclusive, que toda a culinária italiana está fundamentada sobre estes dois pilares.

O resultado do meu lapso foram estas panquecas matinais elaboradas com uma xícara de farinha, uma xícara de leite, um ovo, uma colher de chá de fermento químico, uma colher de açúcar e um envelope de açúcar de baunilha. Tudo batidinho no liquidificador. A receita serve para três panquecas bem grossas fritinhas numa colher de manteiga e salpicadas com canela.


Foi um sucesso.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O suflê não espera ninguém

Eu simplesmente adoro suflê. Aprendi uma base salgada há quase 20 anos e desde então repriso versões de vários tipos. Algumas ótimas, outras nem tanto. Mas além de me conquistar pela boca, o suflê me cativou pelo mito. Em algum momento, em algum lugar, algum chef de cuisine conseguiu fazer todo mundo acreditar que suflê era difícil de fazer. Eu, que não sou boba nem nada, me aproveito dessa dessa fama e faço de conta que tenho um talento extraordinário para a coisa, capisce?

Bem, é verdade que ele tem um segredo. Minto, são dois. O primeiro deles é bater a clara em neve. Se fizeres isso bem feito, a receita está garantida. O outro segredinho aprendi com minha mãe e, confesso, depende do seu domínio sobre os comensais: o suflê não espera por ninguém. Quem quiser comer que sente à mesa e o espere chegar.

Aqui em casa todo mundo está sempre fazendo alguma coisa. Eu grito "tá na mesa!" e os guris vêm correndo. Mas isso às vezes leva alguns minutos. E esses minutos são o suficiente para o suflê murchar.

Isso acabou quando descobri esta receita de suflê de doce de leite: é uma sobremesa e todo mundo já está sentado quando sirvo. Olha que beleza:


Para comer esta gostosura, faça um mingau de maizena muito duro, tipo cimento, ok? Acrescente um copo americano de doce de leite e duas colheres de café de fermento químico. Em seguida, misture as claras em neve (não faça economia, use no mínimo quatro ovos para prepará-la), despeje numa forma untada e asse no forno em temperatura média até ficar cheio e douradinho. Tire do forno e sirva correndo.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pão quentinho no jantar...

Eu faço pão.
Se fizer a conta na ponta do lápis, é provável que ele custe mais que um pão especial de padaria. Provavelmente ele também não é tão bom quanto um pão italiano bem feito numa casa especializada. Ainda assim eu continuo fazendo. Não me entendam mal, ele é bonito e é gostoso, mas essa não é minha principal motivação para prepará-lo.

O pão tem toda aquela mitologia roots, entende? Eu amasso o meu cantando Cio da Terra, do Chico Buarque/Milton Nascimento: forjar no trigo o milagre do pão (lá, lá). Enquanto eu faço, me sinto capaz de qualquer coisa. Me imagino ceifando o trigo, triturando os grãos num pilão, o lenço floriado prendendo meu cabelo, o longo vestido redondo salpicado de farinha. Vou fugir para a Provence e só cozinhar numa casa de pedra com janelas azuis e fogão a lenha. Por causa disso, eu continuo fazendo. Prepará-lo vai ser sempre mais divertido do que comprá-lo.
Olha só como fica.


Preparo a massa misturando 1/2 kg de farinha de trigo, dois ovos, uma colher de sal, uma pitada de açúcar e um envelope de fermento biológico dissolvido em 1 xícara de leite morno.

A farinha precisa ser peneirada numa bacia grande. Abra um espaço no meio e coloque todos os demais ingredientes. Sove até você ficar com os braços bem cansados. Pare até melhorar e recomece. A massa tem que ficar lisinha e com alguma elasticidade.

Deixe descansar por 40 minutos e somente depois disso abra-a sobre uma superfície enfarinhada (para não grudar). Despeje o recheio de sua preferência e feche como um rocambole.
Este aqui, fiz com beringela e cebola refogada.

Antes de assar em temperatura média por cerca de 30 minutos, bata um ovo e despeje sobre a massa para dourar.

Este recheio de linguiça fiz refogadinho com azeite e alho. Vale por um bifinho.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Eta mineirinho bom!



Quando perguntei aqui em casa se queriam pastel doce eu ouvi alguns muxoxos desconexos, seguidos por outros "pode ser" sem nenhuma fé na delícia que viria.

Ignorando completamente o apetite do meu eleitorado, fui para a cozinha e preparei uma micro porção deste fantástico pastelzinho juntando os dois ingredientes mais tudo-de-bom da cozinha nacional.

Sim sinhô uai, é exatamente o que você está imaginando: abra a massinha de pastel de sua preferência, coloque uma pequena porção de queijo mussarela, (ele derrete melhor) e uma generosa colherada de doce de leite. Enrole e dobre as pontas como um pacotinho, pressionando com cuidado para não rasgar a massa.

Frite em óleo bem quente e finalize com açúcar de confeiteiro peneirado.

Garanto que ele é tão bom quanto parece ser.