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sábado, 15 de maio de 2010

Sobremesa fácil de frutas vermelhas

Cerejas descaroçadas, mirtilos e amoras frescas fazem qualquer post valer a pena. Depois de lavados e admirados (nossa, são lindos, cheirosos e fotogênicos), prepare-os como essa geleia e deixe esfriar.



Na hora de servir, coloque um punhado de pão-de-ló numa tigela de sobremesa. Sobre ele, sirva pedaços de merengue assados: gostos de comprar os discos de merengue para tortas, pois costumam ser mais frescos e crocantes. Prepare-se, então, para uma última camada de sorvete de creme, seguido pela cobertura de frutas vermelhas.



Coma devagar!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Mix nuts'n fruits

Preguiçosos servem ceia assim:
















 Não precisa sequer explicar no blog depois!
Camembert e torradinhas acompanham.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Torta fria de atum

Alguns já chamam de vintage food, outros, mais práticos, dizem que é comida brega mesmo. Eu confesso que fico totalmente alheia à discussão e prefiro chamá-la de gostosura. Sim, estou falando da torta fria. Popularíssima nos anos 80, era prato obrigatório em festas de aniversário, ceias de família e faustos almoços de domingo.


Tão boa quanto simples, ela exige do cozinheiro habilidades similares ao da preparação de um sanduíche. Comece escolhendo um bom pão especial para torta fria. Eles estão à disposição na maioria dos supermercados e são cortados na horizontal, ao contrário do tradicional, para sanduíche. Se não encontrares, compre um pão retangular inteiro, tire a casca e faça você mesmo os cortes longitudinais.

Faço com bastante frequência esta versão de atum, porque abrir a latinha é bem mais fácil que cozinhar e desfiar um frango. O prato, naturalmente, ainda permite dezenas de variações: com frios, legumes, picles e o que couber na sua imaginação e paladar.

Começo picando finamente uma cebola branca e deixando-a de molho no suco de um limão por 15 minutos. Ele se encarregará de tirar parte do ardido. Despejo duas latas de atum ralado com molho de tomate (já experimentei com várias versões de atum e esta foi a melhor), uma lata de milho e outra de ervilha, além de duas xícaras de maionese. Às vezes também incluo um pouco de salsinha picada.


Misturo bem e monto: uma fatia de pão, uma camada generosa de recheio. Repito a operação sucessivamente e depois cubro tudo com mais uma porção de maionese. Dessa vez, enfeitei rapidamente com metades de tomate cereja. Todos elogiaram e repetiram tanto que até faltou!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Moranguinhos na panela

Se você mora aqui pelo Sul e ainda não comprou a cota que lhe cabe, corra para aproveitar. Sim estou falando dos morangos: estamos no finalzinho da melhor safra dos últimos anos. Se você os quer doces e saborosos, afaste-se das opções de supermercado. Compre os orgânicos na sua feirinha, no mercado, quem sabe até no armazém da esquina: são menores, mais doces e prometem não conter agrotóxicos. Ainda assim, só para garantir, os deixo de molho numa bacia por uns 30 minutos, trocando a água de vez em quando.

Gosto de comê-los puros e o Fre adora com leite condensado. Mas se você quiser comprar uma caixa de 1kg, pode usar o excedente para preparar uma geléia como esta aqui. Fácil e rápida de fazer, combina com sorvete, biscoitinho, bolo e pãozinho. Se tiveres coragem, combina também com carnes. Além de tudo, fazer geléia impressiona. Embora seja mais fácil que fritar um ovo, parece até uma receita de quem sabe o que está fazendo na cozinha.



Limpe cerca de 200g de morangos sem os partir. Coloque numa panela pequena e cubra com água. Acrescente cerca de duas colheres de sopa de açúcar (ou mais, se gostares bem docinho) e uma dose de cachaça. Deixe ferver mexendo de vez em quando até engrossar e ficar em ponto de geléia. Está pronto!

domingo, 16 de novembro de 2008

Quem não planta para comer? - parte II

Aquela famosa rede de supermercado aqui da região Sul está vendendo (puxa, já faz um tempão) vasinhos com ervas para chás e temperinhos deliciosos. Meu manjericão já ganhou a companhia de um pé de hortelã, uma sálvia e um tomilho.

Embora eu os coma com moderação (sim, eu continuo com pena de arrancar as folinhas), confesso que fazem uma senhora diferença, mesmo em qualquer pratinho de última hora. Para provar, segue aqui a foto do meu talharim com azeite de oliva, sal e tomilho.


Cozinhe o macarrão em água salgada até ficar al dente, despeje no prato de servir, acrescente azeite de olva e folhinhas de tomilho. Se quiseres, rale na hora um queijo parmesão por cima de tudo.

Barriguinha cheia, nenhum trabalho e comidinha gostosa.

domingo, 22 de junho de 2008

Nhoque al pesto diferente

Esta é provavelmente a receita mais fácil de todos os tempos. Espero que nenhum dos meus leitores fique ofendido, mas tenho a obrigação moral de alertar que mesmo a pessoa mais desprovida de todo e qualquer talento, habilidade ou prática culinária pode fazer sucesso, digo, muito sucesso com este prato.


Comece comprando dois pacotes de nhoque pronto (sim, por acaso você achou que eu ia te ensinar a fazer com batata? - deixa esta para outro dia). Cozinhe-os seguindo as instruções da embalagem e reserve. Pegue um maço pequeno de manjericão, separe e lave bem as folhinhas. Se você não planta para comer, use um bem fresquinho comprado no mercado mesmo. Coloque no processador com meio copo de iogurte natural, metade desta porção de azeite de oliva, um bom punhado de sal e pimenta do reino. Depois de tudo picadinho, jogue por cima do nhoque pronto (e bem quente) que ele aquecerá a mistura.

Isso mesmo, você entendeu: sem fogão, sem sujeira, sem bagunça, sem chance de errar. O iogurte temperado envolve cada um dos pedacinhos e dá um resultado mais leve e intessante que o al pesto tradicional.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Saber cozinhar para quê?

Independente do resultado da receita, este assado me despertou uma dúvida da qual não consegui me livrar por muitos dias.

Era um pernil de cerca de 3 ou 4 kg, limpo e temperado apenas com sal grosso e assado por 3 horas com papel alúminio e mais cerca de 1 hora e 30 minutos dourando sem papel. Sempre regando o fundo da assadeira com água para não queimar.

Para fazer o molho, fritei uma cebola na manteiga, coloquei dois cálices de vinho, sal, pimenta e algumas colheres de nata ou creme de leite. Claro, acrescentei também o caldo retirado do fundo da assadeira.

Ok, ok, é o melhor custo benefício da gastronomia. Você coloca um avental, diz (sem mentir para ninguém) que ficou horas na cozinha, mas na verdade estava mesmo era bebendo um vinho enquanto o forno fazia todo o trabalho.


Agora, olhe bem esta foto e me responda uma coisa: sou eu ou este pernil parece um ornitorrinco?

domingo, 18 de maio de 2008

Como uma canção do Wando

Tudo começou nos anos 80. Eu cresci nessa época. Você sabe, década perigosa para os amantes do design, stylish e bom gosto. Lá, o supra-sumo era servir batatinha chips e coxinha nos aniversários. Os adultos ganhavam estrogonofe de carne com arroz e batata palha. Se você fosse rico ou muito esnobe, serviria um coquetel de camarão em tacinhas e todo mundo faria uau! Outra opção para impressionar seriam os tomates recheados com alguma coisa com muita maionese.

Bem, nesse dia das mães coloquei para fora este meu lado tão brega e fiz uma versão dos tomatinhos. Sem maionese, usei os do tipo cereja bem madurinhos. Cortei a tampa e tirei as sementes com uma colher de chá. O recheio foi queijo roquefort amassado com um pouco de requeijão para misturar, dar liga e umidade. Por cima, salpiquei uma mistura de sálvia, tomilho, orégano e manjerona.

Pronto! Fica lindo e o resultado é delicioso. Não sobrou nenhum. Ah, sirva com um pouquinho do queijo que sobrou para beliscar!


Se você tiver coragem, dá para comer ouvindo Wando, mas eu não chegaria a tanto.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Frango gosta de mel

Não sei se o frango ainda é o prato nacional. Sei que em casa comemos de montão.

Eu gosto especialmente de preparar sobrecoxas porque elas são low maintenance. É um prato que não exige atenção exclusiva. Basta temperar e colocar para assar/cozinhar. Não precisa ficar olhando, não precisa suar a camisa e permite várias misturebas. Todo mundo tem a(s) sua(s) receita(s).


Há poucos dias, fiz esta aqui de cima que é com cebola, limão e mel. Fica uma cor linda, levemente caramelizada e o sabor foge do cotidiano. O preparo é muito simples: tempere os pedaços de frango com sal, pimenta do reino, suco de um limão e raspas da casca de meio limão. Não deixe ir a parte branca da casca, porque ela é amarga.

Numa panela, aqueça um pouquinho de óleo, coloque duas cebolas cortadas em pedaços grandes e logo em seguida os pedaços de frango temperados. Misture uma colher bem gordinha de mel junto com o resto do suco de limão e jogue tudo na panela.

Só coloque água (e daí cubra todo o frango) bem depois, quando toda esta mistura começar a secar e pegar um pouquinho no fundo. Não se desespere, deixe grudar mesmo que esse queimadinho é dos deuses.

Agora é só cozinhar sem grandes preocupações até ficar um molho grosso. Eu gosto de comer com arroz.

sábado, 3 de maio de 2008

Capeleti para fazer hummmm


Eu aposto que você está achando que esta bela refeição é um simples capeleti. Mas vou tomar a liberdade de corrigi-lo e explicar que não: este aqui é um Capeleti com Alho Porró.

Eu sou fã absoluta do alho porró. Acho fantástica esta sua habilidade (se é podemos chamar assim) de transformar qualquer porcaria, em "porcaria com alho porró" - fale sacundido a cabeça para os lados para enfatizar. Acredite, ele faz os moçoilos mais desajeitados parecerem gênios na cozinha, e, claro, é super gostoso também. Esta receita foi criada pela Ana, mas com espaguete, outras pequenas diferenças e nenhuma manteiga.


Na minha versão, você refoga o alho porró cortado em fatias finas com alho no azeite de oliva. Quando já estiver quase pronto, coloca sal, pimenta do reino e duas colheres de manteiga, deixando-a derreter. Em separado, coloque o capeleti cozido bem quente, ou outra massa de sua preferência, no refratário.

Acrescente um pouco de mussarela ralada, misture até derreter, coloque mais um pouquinho e assim sucessivamente até cobrir toda a massa com queijo derretido - huahuahua - risada cruel. Jogue o alho porró por cima, misture e pronto.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Eu gosto arrumadinho...

Você, meu caro amigo que está acompanhando este blog, já deve ter se perguntado: será que a Ziza só tem aquela toalha vermelha?

Eu respondo: naturalmente adoráveis leitores, eu tenho mais de uma toalha de mesa.


domingo, 13 de abril de 2008

É rapidinho na cozinha

Ainda no esquema da mais pura enganação, um arroz que faz bonito no jantar com a sogra: cozinhe seu arrozinho branco como de costume, separe. Numa frigireira grande, aqueça um pouco de azeite de oliva e despeje castanhas grosseiramente marteladas (sim, você entendeu, enrole as castanhas num pano de prato bem limpinho e martele, mas martele com vontade) . Quando começar a dourar, coloque muitas folhas de manjericão. Deixe as folhas desidratarem um pouquinho - elas ficam levemente crocantes.
Depois, é só espalhar por cima do arroz. Fica bem bonitinho e é ótimo para acompanhar assados, confere aí:


Ahn, já ia me esquecendo. Substitua também o arroz por nhoque... te juro que é bom demais.

sábado, 12 de abril de 2008

É para picar, misturar e beber

Prá servir com o patezinho aqui de baixo, uma opção bonita e barata é essa bebidinha aqui. Não é clericot, está mais para um ponche, mas também não é bem isso. O certo é que é uma delícia.

Você vai precisar de uma garrafinha de suco concentrado de maracujá, frutas bem coloridas e firmes (não me venha com mamão e banana, por favor). Nesse, coloquei carambola (cortadas em estrelinhas, é claro), amoras e cerejas frescas - pode ser morango e uva, maçã, abacaxi e chega. Já tem demais.
Misture um litro de guaraná, um litro de chá preto bem forte e uma garrafa de espumante demi - não vai comprar uma garrafa de 40 pilas para isso, pode colocar bem tranquilito uma conde defecô, tá bom? fica ótimo e ela existe só para isso (ou deveria).
Se tiveres pimpolhos na casa, separe um pouco para eles antes de colocar o espumante.
Olha só, que beleza:

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Fui para a cozinha sem cozinhar

Começo meu blog de culinária com uma receitinha de não-culinária... mas gastronomia da melhor qualidade e muito fácil.

Este patezinho provençal aqui de baixo, dá para fazer misturando um patê de fígado de boa qualidade com três ou quatro colheres de nata (se você não for do Sul, use creme de leite sem soro, mas duas ou três colheres, tá?) , misture ainda manjericão, sálvia e orégano (este último bem pouquinho, em excesso ele deixa tudo com gosto de pizza). Finalize com umas nozes picadas e voilá...

Sucesso garantido - vale até dizer que ficou horas fazendo no dia anterior. Ótimo para servir de entrada e afastar os malas que grudam em cima do teu ombro enquanto tu terminas aquele assado de quatro horas: já tá pronto? Tô com fome...
De noite, pode até sozinho com um pãozinho e uma bebidinha... que tal?