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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Couve-flor sem culpa

Como nem tudo na vida pode ser feito de chocolate, aproveitamos um desses finais de semana para comer low fat. Embora não possa ser comparada a uma costela gorda, a receita ficou bem saborosa e leve, bom para desintoxicar a mente de tantas calorias.


Lavei e cortei um pé de couve-flor, separando-o em raminhos. Deixei-o de molho por alguns minutos com suco de limão e água. O suco devolve a alvura ao vegetal e tira todas aquelas pequenas manchas de "ferrugem" que aparecem depois de um dia na geladeira.

Enxaguei e o cozinhei coberto por água com um tablete de caldo de legumes, cinco ou seis dentes de alho descascados e duas folhas de louro. Assim que ficou no ponto ideal de cozimento (nem tão firme, nem tão mole, saca?), escorri a água e separei o alho com algum cuidado para não desmanchá-lo no primeiro toque.

Amassei, então, os dentes de alho com um garfo e os misturei com uma xícara e meia de ricota fresca (tipo Käs-Schmier), sal, pimenta do reino e duas colheres de sopa de azeite de oliva (ou mais, conforme o gosto do freguês). Acrescentei a mistura à couve-flor e deixei gelar. Na hora de servir, salpiquei salsa, cebolinha e muita semente de funcho, que deu um toque final todo especial.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Salada de frango com coentro

O desejo era de uma comidinha fresca, um prato único com mínimo trabalho e máximo retorno. Embora eu odeie desfiar carnes de todo o tipo, a vontade venceu a preguiça e o frango foi eleito para virar o almoço de um sábado cheio de sol e calor. A companhia ideal para uma coca-cola geladinha seguida por uma tarde de pernas para cima.


Cozinhei um peito de frango na água com duas folhas de louro e um cubo de caldo de galinha. Esperei esfriar e desfiei. Nesse meio tempo, deixei assando no forno até dourar (é preciso mexer uma ou duas vezes) uma beringela cortada em cubos, besuntada com bastante azeite de oliva e um pouco de sal e pimenta do reino.

Cortei uma cebola em pedaços pequenos e deixei de molho em três colheres de sopa de vinagre branco de arroz. Nessa mistura, coloquei um tomate e um pimentão verde picado em cubos, ambos sem suas respectivas sementes. Misturei a carne e a beringela (já frias), regulei o sal e o azeite e, para finalizar, acrescentei um maço de coentro picado.

A erva é todo o diferencial da salada: confere frescor, perfume e unidade. Então, a receita permite que você faça milhares de variações, substitua os ingredientes à vontade, use sobras de carne assada, tomates cereja, abobrinhas e até frutas. Só não pode mesmo é tirar o coentro...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Tomate preguiçoso

Ai que calor, ai que preguiça de cozinhar que o novo ano me trouxe...

Para compensar, fiz uma linda saladinha com muzzarela de búfala bem branquinha, tomates maduros bem vermelhos (eca para os tipo longa-vida) e orégano seco verdinho, verdinho, só para homenagear a bandeira italiana.


O molho foi preparado com três colheres de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sopa de vinagre de arroz (este que usamos para fazer sushi), sal e pimenta do reino. O vinagre balsâmico, meu preferido, foi dispensado para não macular a alvura do queijo.
Já pode comer!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Spam para emagrecer

Todo mundo recebe aqueles spams com dicas para uma vida melhor. Preciso confessar uma coisa: eu os leio. Às vezes me assusto com as pragas por deixá-los parados na caixa de entrada. Ainda assim, por norma editorial, nunca os repasso.

Há algumas semanas dei toda a atenção para um arquivo com dicas nutricionais. Ele explicava que a semente de linhaça era um excelente complemento para emagrecer. Desde então, passei a comê-la diariamente. Ela acompanha todas as minhas refeições: está sobre o pãozinho assado, sobre a batata cozida com manteiga, junto às tortinhas com creme de leite e sempre antes das sobremesas, que podem ser chocolates, mousses ou bolinhos. Ainda com todo este cuidado, engordei.

Mesmo apostando que a causa do meu upgrade na balança foi não ter reencaminhado o e-mail original, achei que uma saladinha podia ajudar também.


Esta aqui, preparei usando folhas de espinafre cruas (nunca comeu? Experimenta), radiccio e alface mimosa crespa. Para o molho, usei azeite de semente de uva, uma novidade na minha cozinha. Ele foi temperado com sal e pimenta do reino e despejado sobre a salada. Misturei tudo com as mãos e voilá. Não pode esquecer da linhaça...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Alface com maçã

Sim, sim. Estou sabendo que parecemos três glutões que comem quilos de carboidratos e chocolate diariamente. Embora esta imagem não esteja tão longe da realidade, junto com as calorias também ingerimos outras coisinhas saudáveis como esta salada verde.


Tenho andado à procura de alternativas interessantes para trazer mais prazer e variedade ao capim nosso de cada dia. Sempre alterno folhas diferentes e, por serem mais nutritivas, procuro optar pelas pelas de cor escura.

O molho desta aqui surgiu num daqueles momentos de inspiração que (ufa!) deram certo. Peguei um punhado de maçã seca, dessas que usamos para fazer chá. Cortei-as em pedaços pequenos, hidratei com bastante azeite de oliva e umas gotinhas de vinagre balsâmico.

Na saída, temperei com sal e pimenta do reino, agitei com vontade e misturei às folhas.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Reciclagem na cozinha

Em tempos de conscientização ambiental, as brincadeiras voltadas à reciclagem estão na pauta. Vale usar papel velho, garrafa pet, embalagens vazias e o que vier à cabeça. Quem tem talento pode fazer maravilhas. Eu, por outro lado, nasci com duas mãos esquerdas e me contento em separar o lixo, guardar o óleo e evitar o desperdício.

Mas quando preparo pratinhos como este aqui, sinto-me uma verdadeira militante ambiental. É sempre a mesma coisa, compro beterrabas e "brigo" com o feirante para que as folhas não sejam postas no lixo. Saborosíssimas e muito nutritivas, elas podem ser aproveitadas numa infinidade de pratos: cremes, sopas, saladas ou num refogadinho básico como este aqui.



Basta picar as folhas e juntá-las na panela com azeite de oliva e o que mais desejares (dessa vez coloquei abobrinhas). Só modere no sal, pois ela não tolera muito a mão pesada. No finalzinho do cozimento, acrescente um ou dois ovos batidos e pronto.

Enquanto preparava, esquentei um pãozinho no forno que serviu de cama para a iguaria. Por cima, um queijo parmesão ralado na hora.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Pensando leve

Nham, nham, nham. Quem disse que prazer não pode vir em baixas calorias?

Eu gosto de usar opções como esta aqui para acompanhar delícias calóricas ou para os dias em que eu preciso pensar com mais leveza. Ninguém precisava da receita, mas vou descrevê-la mesmo assim porque é minha desculpa para publicar uma foto tão linda...

Esta saladinha é preparada com ricota fresca cortada em cubos, tomates cerejas em metades, muitas folhas de coentro e um molhinho que leva dois dedos de azeite de oliva, uma colher de sopa de vinagre balsâmico, sal e pimenta do reino. O segredo do molho é prepará-lo numa vasilha pequena e com tampa para poder sacudi-lo com muita vontade antes de agregá-lo ao restante dos ingredientes.


Não dá gosto de ver?

domingo, 18 de maio de 2008

Como uma canção do Wando

Tudo começou nos anos 80. Eu cresci nessa época. Você sabe, década perigosa para os amantes do design, stylish e bom gosto. Lá, o supra-sumo era servir batatinha chips e coxinha nos aniversários. Os adultos ganhavam estrogonofe de carne com arroz e batata palha. Se você fosse rico ou muito esnobe, serviria um coquetel de camarão em tacinhas e todo mundo faria uau! Outra opção para impressionar seriam os tomates recheados com alguma coisa com muita maionese.

Bem, nesse dia das mães coloquei para fora este meu lado tão brega e fiz uma versão dos tomatinhos. Sem maionese, usei os do tipo cereja bem madurinhos. Cortei a tampa e tirei as sementes com uma colher de chá. O recheio foi queijo roquefort amassado com um pouco de requeijão para misturar, dar liga e umidade. Por cima, salpiquei uma mistura de sálvia, tomilho, orégano e manjerona.

Pronto! Fica lindo e o resultado é delicioso. Não sobrou nenhum. Ah, sirva com um pouquinho do queijo que sobrou para beliscar!


Se você tiver coragem, dá para comer ouvindo Wando, mas eu não chegaria a tanto.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Beterraba na segunda

Segunda-feira é o dia internacional da dieta! Para comemorar, fiz esta salada de beterraba, que é um das minhas comidinhas preferidas.

Beterraba cozinho assim: encho uma panela de pressão com várias (e sal) e vou preparando aos pouquinhos. Um dia com molho de iogurte, no dia seguinte com frutas cristalizadas (delícia) e noutro faço como esta aqui, que leva azeite de oliva, sal, pimenta do reino, folhas de hortelã e pimenta rosa - que eu adoro!


Para manter este fúcsia quase pornográfico, ela precisa ser cozida com casca e deixada na água do cozimento por algumas horas (eu faço no dia anterior). Se descascada logo após fervida, o centro às vezes fica esbranquiçado e sem graça. O caldo pode ser aproveitado para fazer vários pratos, até para cozinhar feijão. De anemia ninguém sofre com um reforço deste. ;)

A minha saladinha servi com uma torrada e uma omelete bem fininha, quase um "crepe" de ovos mexidos. Bom demais: