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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Bolinho de batata doce

Agora é oficial, meu nome não é mais Ziza, meu nome é DI! Ontem fui chamada assim pelo Antônio que, no alto dos seus 11 meses, ficou feliz em ver a sua Dinda.

Não tenho nenhum irmão, então não poderia dizer como funciona com eles. Sei que entre irmãs, os filhos são um pouquinho de cada uma.

Eu e a Ana fizemos um pacto pré-adolescente: meu primeiro filho seria afilhado dela e vice-versa (se algum marido reclamou, ninguém estava prestando atenção). O meu bebê chegou bem antes e em breve completa seus 15 anos. Os dois são grudadinhos e o Frederico até hoje teima em chamar a sua dinda por diminutivos como Aninha ou 'tiazinha'...

O Antônio já me conquistou na sala de parto. Mesmo enxotada pela enfermeira, fiquei escondida do lado de fora, esperando na porta a sua chegada neste mundo. Muito pequeno, ainda não pude lhe preparar uma refeição. Seus pratos são papinhas, frutas e misturinhas sem sal. Mas assim que minha irmã e cunhado virarem de costas (haha), acho que vou oferecer um destes bolinhos que o Frederico adora.


Para prepará-los, cozinho duas batatas doces grandes com um pouco de sal e duas folhas de louro. Quando estiverem bem macias, descasco e amasso, fazendo um purê.
Acrescento dois ovos pequenos, meia xícara de farinha, queijo muçarela ralado grosso, salsinha, fermento químico e pimenta do reino. Regulo o sal.

Faço bolinhas dessa massa e as passo numa mistura de ovo batido. Em seguida, rolo as bolinhas molhadas num prato cheio de farinha de rosca. As bolinhas seguem, então, para frigideira com óleo não muito quente. E ficam ali até dourar.

Será que ele vai gostar?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Uma sopinha para esquentar?

Pessoa querida, enquadrada na espécie mimosa est, Liege Leite mandou-me nem tão recentemente uma receita de sopa que alimentou cerca de 20 roqueiros por 30 reais. Melhor custo-benefício do mercado, os caldos podem ser considerados confort food e são perfeitos para aconchegar uma tropa no inverno que já começa a dar as caras neste hemisfério.

A Liege colocou 1/2 kg de cebola em 1 xícara de óleo quente, acrescentou alho picado e 1 kg de agulha com osso cortado em pedaços. Essa misturinha ficou fritando por um bocado de tempo, até ser incrementada com 1/2 kg de tomate e 5 tabletes de caldo de carne dissolvidos em um litro de água. Agora começa a parte boa: entram abóbora, batata e aipim, que se desmancham no caldo, e cenoura e beterraba, que cumprem o papel dos pedaçudos. E se você acha que já tem coisa demais, aprenda com a Liege, coloque ainda um masso de espinafre, cebolinha e um pacote de macarrão do tipo conchinha cozido al dente.

Inspirada pela receita acima, fiz a minha versão de preguiçosa dissolvendo três tabletes de caldo de carne numa panela cheia d'água (não me perguntem quanto, eu cozinho no olhômetro). Acrescentei uma batata doce, duas cenouras, um pedaço de repolho, três cebolas, duas batatas comuns e quatro ou cinco dentes de alho inteiros. Lá pela metade do cozimento, incorporei várias linguicinhas defumadas cortadas em pedacinhos.

O melhor de tudo é o perfume que se espalha durante o cozimento. Olha só como ficou:

quarta-feira, 16 de abril de 2008

É de batata doce, não é doce de batata

Sabe aquela brincadeirinha em que te perguntam quais três coisas você levaria a uma ilha deserta? Pois é, nunca fiz essa lista. Sempre botei a língua para quem ousou me perguntar esta bobagem: qual a utilidade disto? Vou ponderar isto para quê?, respondo.

Por outro lado, para o desespero dos nutricionistas e nutrólogos, sempre me pareceu muito sensato fazer a lista do único (vejam bem, único) ingrediente que eu poderia comer pelo resto da minha vida. Há anos minha resposta permanece exatamente a mesma: batata.

Com batata eu posso fazer suflê, nhoque, bolinho, frita, suíça, pão e até pura com azeite. Ih, as opções são infindáveis.

Naturalmente que na dimensão onde eu só posso comer pratos derivados deste valoroso tubérculo, eu também tenho acesso aos demais ingredientes necessários à sua preparação, entende?
Além de tudo, como essa dimensão é minha e hoje estou generosa, eu também posso usar batata doce e fazer esta deliciosa torta salgada que o Fre adora. Esta aqui é em versão natalina:





Sabe como faz? Você prepara fazendo um purê de quatro batatas doces (grandalhonas, por favor). Em separado, frite no azeite de oliva um pouquinho de alho e um generoso punhado de pimenta vermelha picadinha (tire as sementes para não arder). Se quiseres uma versão carnívora, coloque também na frigideira uma lingüicinha picada ou pedacinhos pequenos de bacon. Misture à massa colocando ainda três ovos, fermento de bolo e sal, é claro. Despeje tudo numa forma muito, mas muito bem untada e enfarinhada. Asse no forno até o palito sair seco, saca?

Se grudar, não se assuste, bote por cima fatias de um presunto de boa qualidade (parma ou outro no mesmo padrão) que as pessoas vão pensar que você planejou colocá-los ali desde o princípio. Olha só que bonitinho:



Vou repetir: ninguém vai acreditar nessa história se você colocar presunto comum.